Ética 2.0

13 08 2009

Os exemplos do texto são um pouco antigos, mas o tema, apesar de já ter sido muito discutido, ainda não está resolvido completamente.
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Nos últimos anos a internet evoluiu e alcançou o que Tim O’Reilly, dono de uma editora de livros relacionados ao mundo virtual, chamou pela primeira vez em 2004 de Web 2.0. Na Web 2.0 o conteúdo não é mais gerado por grandes corporações e distribuído para os usuários da rede, mas sim gerado por milhões de colaboradores que possuem agora uma grande facilidade de publicar seu conteúdo, o que estimula a criação de novos conteúdos por parte de qualquer cidadão. É nesse contexto que surgem as mídias sociais na internet, ferramentas como YouTube, Orkut, Twitter e Blogs, onde o conteúdo é gerado, principalmente, por pessoas que antes eram apenas consumidores de informação e passam a ser também fornecedores.  Os usuários de mídias sociais passaram a trocar informações sobre produtos, debater sobre assuntos de interesse comum e expor opiniões, mesmo que em alguns momentos de maneira irresponsável. Entretanto, ao contrário do que dizem vários usuários de mídias sociais, o poder da informação não é de todos. Assim como nas mídias tradicionais, podemos observar que existem canais de comunicação na internet que possuem mais poder de influência do que outros e que a maioria dos internautas não é grande gerador de conteúdo. A opinião do novo gerador de conteúdo (eu, você e milhares de outros internautas) passa a ter grande importância para o resto da rede. Pessoas vão comprar produtos e pesquisam o que outras pessoas dizem sobre esse produto. Opiniões de outras pessoas valem mais que anúncios que seguem os velhos padrões de comunicação. O consumidor passa a ter mais voz, o que tem um lado bom e um lado ruim. Blogueiro, sem preparação profissional, passa a ser visto como jornalista, e, de um jornalista o público espera informações verdadeiras. As agências percebem a oportunidade e se dão conta de que a “informação verdadeira” dos blogueiros possuem maior credibilidade com certos consumidores que os anúncios em mídias tradicionais. Passam então a comprar espaços em blogs para publicarem anúncios disfarçados de posts sinceros do autor do blog, coisa que já acontecia de maneira semelhante nas mídias tradicionais. A diferença  é que na mídia tradicional temos um código de ética que já está em estágio bem evoluído. Apesar de algumas atitudes contestáveis de alguns veículos, temos definido de forma mais clara o que é certo e o que é errado, coisa que não acontece na Web 2.0. Estamos na época da assessoria de imprensa em meios de comunicação que não se julgam parte da imprensa, o que gera uma grande discussão sobre o tema.

As mídias sociais são formadas por pessoas, que possuem suas teias sociais, já amplificadas pelo fenômeno dos sites de relacionamento, e podem fazer bom uso, ou não, dessa rede de influência. O fato é que com o aumento da ligação entre as pessoas a informação passou a ter maior potencial de se espalhar espontaneamente. Declarações caluniosas, difamações e ofensas passam a ter maior impacto, em alguns casos irreversíveis, quando feitas pela internet. Uma outra dificuldade que existe de se controlar informações na internet é que não temos os limites geográficos. Como punir um blog inglês de acordo com a legislação brasileira? As informações estão acessíveis a muitos, mas o controle das informações a poucos.

O já citado O’Reilly chegou a propor um código de boa conduta para blogueiros, que era uma espécie de código de ética da categoria. Por se tratar de uma figura influente a notícia repercutiu e gerou polêmica. Muitos eram contra alegando que seguir moldes éticos é antidemocrático e prejudicaria a liberdade de expressão. Alguns outros foram a favor para impor limites aos blogueiros e defenderem o internauta de fontes pouco confiáveis.

Blogs que tratam de consumo, como o ConsumerQueen.com, costumam ganhar recompensas para fazerem comentários sobre determinado produto e publicarem. Os colaboradores do ConsumerQueen.com afirmam que apesar das compensações financeiras pelos artigos, as opiniões sempre são sinceras. Práticas como essa são julgadas nas mídias tradicionais quando não se deixa claro para o consumidor o que é jornalismo e o que é publicidade. Situações como essa ganharam tanta proporção que a FTC (Comissão Federal de Comércio dos EUA) pretende aprovar medidas para controlar blogueiros e anunciantes, porém, como já dito anteriormente, como fazer com que um blog hospedado e gerenciado em outro país siga as regras de uma comissão de um país específico?

Outro caso que gerou polêmica foi o caso envolvendo Marcelo Tas e a empresa Telefônica. Ficou determinado em um contrato, entre outras coisas, que Tas citaria a marca pelo menos 20 vezes por mês em seu perfil no Twitter, que na época contava com aproximadamente 19 mil seguidores. Marcelo Tas sempre colocaria uma indicação nos posts em que falava da marca para deixar claro que se tratava de um acordo comercial. A notícia chegou de forma errada ao público antes que Marcelo Tas pudesse explicar como seria o acordo e gerou um grande debate sobre o tema. Tas venderia sua imagem para uma marca, o que, vendo por certo ângulo, não é diferente de um ator que aceita fazer  um testemunho para uma marca em um comercial. Por outro lado a atitude foi considerada duvidosa por alguns por ter sido feita em uma mídia social, espaço que alguns internautas esperam que tenha pessoas, com opiniões de pessoas, e não de marcas.

Ainda no twitter, temos o caso de Boninho, influente diretor da Rede Globo, responsável por programas como Big Brother Brasil, Mais Você e Video Show. O diretor fazia em seu perfil, que na época contava com mais de 5 mil seguidores, atualizações que geraram certo desconforto em várias pessoas. Criticou Grazi Massafera (ex-bbb) por não ter aceitado participar do vídeo show e que por esse motivo estaria na “Lista Negra” do programa. Criticou ainda o reality show “A Fazenda” promovido pela concorrente Record, zombando do programa e do seu apresentador Britto Jr., sugerindo que o apresentador estaria tentando copiar sem sucesso o apresentador do Big Brother, Pedro Bial. Ao ser questionado por Britto Jr. pela falta de ética, Boninho atualiza o seu perfil no twitter dizendo “Não sou jornalista, não preciso ter ética!”.

As mídias sociais na internet estão se profissionalizando no aspecto financeiro, mas ainda não possuem uma conduta profissional definida. Os internautas não sabem ainda o que pode ser considerado ou não  jornalismo nesse novo tipo de mídia e, por isso, estão confusos quanto à credibilidade das informações. A resposta de Boninho a Britto Jr. reflete bem a questão que é uma das maiores geradoras de debates éticos nas comunidades virtuais. Um blogueiro deve possuir a responsabilidade um jornalista? É aceitável cobrar profissionalismo de um blogueiro como se cobra de veículos tradicionais? A responsabilidade de se emitir opiniões em redes sociais na internet é a mesma de quando se emite opiniões em mesas de bar? Ao mesmo tempo que a Web 2.0 pode ser considerada mais democrática por trazer maior liberdade de publicação de opiniões, podemos considerar que é menos democrática por não cobrar uma responsabilidade de quem emite as opiniões. Informações caluniosas podem tomar grandes e irreversíveis proporções. Não consideraríamos democrático se grandes emissoras de televisão pudessem emitir opiniões sem seguir nenhum código ético e assim, distorcer alguns fatos (o que não quer dizer que isso não aconteça em alguns momentos). A maior diferença, como já foi dito, é que temos uma maior noção de ética por parte do público em relação aos veículos tradicionais, coisa que ainda falta na Web 2.0. Já sabemos que um jornal não deve publicar informações sobre um fato levando em conta a vida pessoal do jornalista que escreve, mas ficamos na dúvida quando falamos de Blogs e outras mídias sociais. Nos moldes atuais da Web 2.0 permanece a dúvida se a democratização da publicação de informação é um fenômeno democrático.

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As novas formas de preservar o meio ambiente

12 08 2009

Parece que os ambientalistas cansaram de pedir para as pessoas reciclarem, não poluirem e essas outras coisas. Isso todo mundo já sabe, só falta todo mundo fazer. A moda agora é fazer campanhas que incentivam pequenas atitudes que juntas podem fazer uma grande diferença e ainda abrem um debate sobre outras questões. Mostro aqui algumas campanhas que já rolaram que pedem “pequenas atitudes para grandes diferenças”.

Xixi no Banho

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A F/Nazca criou para a SOS Mata Atlântica a campanha “Xixi no banho”.  A campanha mostra que fazendo xixi no banho você pode economizar uma descarga por dia, equivalente a 12 litros de água. No final do ano você sozinho pode ter economizado 4.380 litros.  Visite o site da campanha.

The Black Pixel Project

A Almap criou uma campanha pedindo para cada um instalar um quadradinho preto no canto do monitor. Esse quadradinho preto, que é como se os pixels da região estivem desligados, economiza 0,057 WATTS/HORA . Se 1 milhão de pessoas instalarem a economia é de 57 milhões de WATTS/HORA, equivalente a 1.425 lâmpadas ligadas por hora.  O grande problema é que o black pixel não funciona para monitores LCD e MUITA GENTE tem monitor LCD.

Dormir Nu É Ecológico

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Essa é a mais nova das três. Um livro que explica pequenas atitudes para preservar o meio ambiente. Foi feito por uma jornalista que resolveu levar a sério, durante um ano, a missão de ser ecológica Dormir nu é ecológico, além de ser muito legal. Ta ai o pretexto que você precisava.

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Artista: Peter Callesen

11 08 2009

Muito bom o trabalho desse artista. Ele faz esculturas a partir de recortes de papel. Confira mais no site do artista.

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Os limites da beleza

6 05 2009

O melhor jeito que encontrei de falar o que eu quero neste post foi contando três histórias.

Dia desses fui conversar com um amigo sobre um material que eu faria pra ele. Ele é dono de uma loja e eu fiquei de fazer o cartão, uns panfletos e essas coisas de sempre. Durante a conversa levantamos algumas possibilidades e surgiu um tema interessante. Ele me falou que não queria uma coisa muito sofisticada. Até ai tudo bem, mas depois ele falou que tinha medo que se ficasse muito bonito os clientes que procuravam o preço baixo na loja dele deixasse de ir, por acharem que é um lugar com preços maiores. A loja dele vende coisas que as pessoas também podem comprar em uma grande feira da cidade. Apesar de possuir uma loja que traz conforto para quem quer comprar (a loja fica muito mais perto do público dele que a feira) ele ainda tem o preço como diferencial competitivo. O medo dele é que a loja ficasse com uma cara muito bonita e por isso as pessoas preferissem comprar na feira, por acharem que lá é mais barato.

Um dia um professor me contou uma história interessante. Existia um bar muito popular na cidade, que era meio pé sujo, mas fazia um grande sucesso. O bar era lotado, os clientes felizes e o visual era feio. O dono do bar foi ganhando dinheiro e decidiu fazer uma reforma. Trocou as mesas, melhorou a fachada e decorou o bar. O bar ficou muito bonito, mas aí é que está o problema. O bar passou a perder o movimento, mesmo sem aumentar o preço das coisas. No lugar de a beleza do lugar melhorar o trânsito de pessoas, piorou. Talvez o público não se identificava mais com o lugar, ou julgava o lugar muito sofisticado para freqüentar em certos momentos. O fato é: o lugar ficou mais arrumado e o público diminuiu.

Nesses últimos dias está rolando a campanha das eleições pra nova chapa que representará os estudantes na universidade. Centenas de cartazes feitos com papel pardo e tinta. Perguntei por qual motivo eles não mandavam imprimir alguns já que o preço poderia sair até mais barato e recebi uma resposta que fazia todo o sentido. ”Tem que ser assim”. A chapa que decidisse usar lindos cartazes impressos poderia não ter a cara de movimento estudantil e talvez ser até mal vista pelos alunos que fossem votar. O voto não é obrigatório, e os que votam normalmente fazem parte do movimento estudantil  e são “contra a burguesia”. Um cartaz muito profissional passaria a impressão de “chapa vendida” e essas coisas.

Já sei que muitos vão falar que para todas essas histórias existia uma solução que era bonita e adequada, mas o problema é que na maioria das vezes não é isso que acontece. O design, a publicidade e a arquitetura devem comunicar alguma coisa que se adéqüe ao público, mas nem sempre comunicam.

Agora me digam. O que vocês fariam se o cachorro-quente da esquina que você freqüenta no fim da noite virasse uma lanchonete bem arrumada. Se a feira que sua família compra produtos e pensa estar fazendo um grande negócio virasse um mercadão. Se aquele boteco que você freqüenta com os amigos da faculdade virar um bar requintado, mesmo que mantenha os preços. As coisas perderiam todo o charme da feiúra e virariam só mais um lugar bonitinho. Você não pensaria mais que estava fazendo um bom negócio e nem que você e seus amigos são mesmo aventureiros e bebem no bar mais pé sujo de todos.

Viva o feio.

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Criatividade & Marketing

4 05 2009

Criatividade e Marketing
Roberto Duailibi e Harry Simonsen Jr.

Duailib e Simonsen analisam no livro o processo criativo e sua aplicação no marketing. Trabalham o conceito de criatividade, heurística, o processo criativa e outros temas relacionados a criatividade, sempre exemplificando com casos reais, o que facilita o entendimento. Anexada ao livro encontramos a régua heurística, que apresenta perguntas que devem ser levadas em consideração durante a gestão de marketing da empresa.

Os autores definem criatividade como uma técnica de resolver problemas. Chega a diferenciar imaginação, fantasia e criatividade. Imaginação é definido como uma representação mental de alguma lembrança, ou do que nunca foi apresentado ao sentido. No segundo caso é chamado de “imaginação criadora”. Fantasia é a capacidade de representar o novo, o irreal, podendo-se combinar elementos da realidade. A criatividade é, segundo os autores, a capacidade de dar existência a algo novo, único e original, mas com um objetivo.

O processo criativo é dividido em algumas etapas: Identificação, Preparação, Incubação, Aquecimento, Iluminação, Elaboração e, por fim, Verificação. Na primeira etapa devemos identificar o problema corretamente. A fase de preparação corresponde ao acumulo de informações diretas, no caso de serem buscadas de acordo com o tema ou indiretas, no caso de se obter qualquer informação que a primeira vista não tenha nada a ver com o problema. Essa etapa não é realizada apenas quando recebemos o problema, mas durante toda a nossa vida quando colhemos informações. Por isso as profissões ditas “criativas” valorizam tanto o poder do acúmulo de informações. Após a preparação temos a incubação, que acontece no plano inconsciente. Nessa fase a mente começa a trabalhar praticamente sozinha, sendo que podemos estar fazendo outra coisa que não seja ligada ao problema. Após a fase anterior temos o retorno ao problema, com sensação de solução próxima. Essa fase, também chamada de warm-up, também pode acontecer no inconsciente, mas como temos prazos a cumprir na vida prática estimulamos o processo. Nessa etapa se sente a solução ao alcance, mas ainda imaterializada.Após o aquecimento temos a iluminação, o heureka, o insight. Muitas vezes aparece sem esforço consciente, mas é o resultado da trabalhosa fase de preparação e aquecimento. As duas últimas etapas são a elaboração, onde se lapida a idéia que soluciona o problema e a verificação, que como o próprio nome diz, verifica a validade da solução.

O livro é muito útil para profissionais que buscam a criatividade. Mostra alguns processos como o brainstorm, o reverse brainstorm e outros. Uma leitura empolgante e fácil, apesar da quantidade de informações técnicas , que são sempre exemplificadas.

criatividadeemarketing

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Criatividade e Marketing
Roberto Duailibi e Harry Simonsen Jr.

Duailib e Simonsen analisam no livro o processo criativo e sua aplicação no marketing. Trabalham o conceito de criatividade, heurística, o processo criativa e outros temas relacionados a criatividade, sempre exemplificando com casos reais, o que facilita o entendimento. Anexada ao livro encontramos a régua heurística, que apresenta perguntas que devem ser levadas em consideração durante a gestão de marketing da empresa.

Os autores definem criatividade como uma técnica de resolver problemas. Chega a diferenciar imaginação, fantasia e criatividade. Imaginação é definido como uma representação mental de alguma lembrança, ou do que nunca foi apresentado ao sentido. No segundo caso é chamado de “imaginação criadora”. Fantasia é a capacidade de representar o novo, o irreal, podendo-se combinar elementos da realidade. A criatividade é, segundo os autores, a capacidade de dar existência a algo novo, único e original, mas com um objetivo.

O processo criativo é dividido em algumas etapas: Identificação, Preparação, Incubação, Aquecimento, Iluminação, Elaboração e, por fim, Verificação. Na primeira etapa devemos identificar o problema corretamente. A fase de preparação corresponde ao acumulo de informações diretas, no caso de serem buscadas de acordo com o tema ou indiretas, no caso de se obter qualquer informação que a primeira vista não tenha nada a ver com o problema. Essa etapa não é realizada apenas quando recebemos o problema, mas durante toda a nossa vida quando colhemos informações. Por isso as profissões ditas “criativas” valorizam tanto o poder do acúmulo de informações. Após a preparação temos a incubação, que acontece no plano inconsciente. Nessa fase a mente começa a trabalhar praticamente sozinha, sendo que podemos estar fazendo outra coisa que não seja ligada ao problema. Após a fase anterior temos o retorno ao problema, com sensação de solução próxima. Essa fase, também chamada de warm-up, também pode acontecer no inconsciente, mas como temos prazos a cumprir na vida prática estimulamos o processo. Nessa etapa se sente a solução ao alcance, mas ainda imaterializada.Após o aquecimento temos a iluminação, o heureka, o insight. Muitas vezes aparece sem esforço consciente, mas é o resultado da trabalhosa fase de preparação e aquecimento. As duas últimas etapas são a elaboração, onde se lapida a idéia que soluciona o problema e a verificação, que como o próprio nome diz, verifica a validade da solução.

O livro é muito útil para profissionais que buscam a criatividade. Mostra alguns processos como o brainstorm, o reverse brainstorm e outros. Uma leitura empolgante e fácil, apesar da quantidade de informações técnicas , que são sempre exemplificadas.





Time Lapse

21 04 2009

Sabe aqueles videozinhos da Discovery que mostram uma planta crescendo, um cogumelo brotando e o sol passando? Aquilo é time lapse. A técnica é muito utilizada para registrar fenômenos que acontecem tão lentamente que chegam a ser imperceptíveis. Um botânico pode, por exemplo, fotografar uma vez por dia uma flor que está nascendo. No fim de alguns dias ele junta tudo e vê o fenômeno de forma rápida partindo das imagens.

Para entender é muito mais fácil dar uma olhada em um vídeo de exemplo:

A técnica também é usada em fenômenos de menor duração, como o registro do tráfego de pessoas em determinado local. Posso tirar uma foto de 1 em 1 minuto e vou ter uma noção depois.

O intervalo de tempo que são capturadas as fotos varia de acordo com o seu objetivo, mas em alguns momentos podemos ter problemas. Se queremos fotografar de uma mesma posição um fenômeno por muito tempo, temos que pensar em um jeito de proteger a câmera. Uma das soluções é esta:

Clique aqui

A técnica é antiga (em 1897 George Meliés já utilizava). Ultimamente o time lapse vem sendo misturado com outras técnicas, o que vem criando visuais muito interessantes.

Time Lapse + HDR (clique para saber o que é HDR)

outro exemplo aqui (muito bom)

Time Lapse + Tilt Shift (clique para saber o que é tilt shift)

Finalizo por aqui, mas recomendo um link pra quem quer entender melhor do assunto. O link é em inglês (não consegui achar nada muito relevante em português).

- Wikipedia Time Lapse

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Usando a internet para pesquisas antes de começar seu job

11 04 2009

Antes de tudo, é importante lembrar que pesquisas diferentes trazem resultados diferentes e, se você tem resultados diferentes na sua pesquisa para começar um job você tem mais chance de ter um produto final pouco convencional. Então sempre que for começar um job vale a pena seguir algumas dicas (cabe a você decidir qual seguir e quando seguir cada uma). Uma dica que serve pra todos os mecanismos é pesquisar o que você procura em outra língua. Se você, por exemplo, quer achar fotos sobre caminhão pesquise caminhão em alemão e você, com certeza, vai encontrar vários resultados diferentes dos que já encontrou fazendo a pesquisa convencional (dica da Rosana Hermann pro BrainSessions ). Pesquise também sinônimos da palavra.

Usando o Google

Acho que não preciso falar nada sobre pesquisar no Google. Só o que tenho a dizer é que fique sempre atento aos links de fórum. Os fóruns refletem a opinião de alguns consumidores e podem mostrar alguns defeitos do produto. Vale a pena dar uma pesquisada no nome do seu produto, do seu segmento e do seu concorrente antes de começar. Pesquise também no Google imagens. Imagens podem dizer muita coisa mesmo que você não seja diretor de arte.

Usando o Twitter

Use o search do twitter para saber o que (e se) as pessoas andam falando do produto. Pesquise o nome do produto, da marca, do segmento e da concorrência. Se você tem bons seguidores (quantidade ou qualidade) vale a pena perguntar se eles possuem alguma informação.

Usando um Dicionário de Sinônimos e Dicionário Convencional

Se você sabe muitos sinônimos do que está pesquisando você vai ter mais facilidade. Isso vai te ajudar muito na pesquisa em outros lugares. Além disso você pode ter alguma sacada quando ler o significado e os sinônimos de certa palavra.

Usando o Orkut

É mais ou menos a mesma coisa que eu falei nos outros tópicos. Dê uma olhada nas comunidades do seu produto, da sua marca, do seu segmento e da concorrência. Descubra o que as pessoas gostam e o que não gostam. Descubra em que momentos o produto está presente. Outra dica é ficar atento aos nomes de comunidade. Se você pesquisa Duracell por exemplo vai observar que várias comunidades não estão relacionadas diretamente com o produto, mas com uma característica pessoal. Exemplo: A comunidade “Eu vim com duracell” quer dizer que a pessoa é pilhada, animada e que não para nunca. Ponto pra duracell, que conseguiu fazer com que o público associe o produto com energia.

Usando sites de imagens

O mesmo objetivo de pesquisar no Google Imagens, mas em cada site você tem características diferentes. No Flickr você encontra várias imagens metafóricas (o que pode ajudar muito). O DeviantArt pode ser muito útil para referências estéticas e também imagens metafóricas. Em bancos de imagem você encontra coisas mais óbvias, mas nem por isso deve ser deixado de lado.

Usando o Delicous

O site é, grosseiramente falando, um agregador de links. As pessoas salvam os links favoritos enquanto navegam pela internet. Se você pesquisa em um site como esse tem grande chance de encontrar resultados muito bons, já que a chance de alguém ter pesquisado sobre o tema antes de você e salvado os melhores resultados é grande. Além disso você pode achar links diferentes do que acharia apenas pesquisando no Google.

Usando o PowerBranding.com.br

Logo que você entra no site você tem uma marca na sua frente e um campo pra digitar o que acha dela. Se você clicar em resultado vai poder ver o que os outros falaram sobre cada marca. Muito útil. A desvantagem é que só entra nesse site pra dar opinião (generalizando) quem é do meio, o que pode dar uma defasagem nos resultados.

Usando outros métodos e ferramentas

Pense em jeitos menos convencionais de fazer pesquisa, assim você pode achar resultados bem diferentes.

É provável que você não tenha tempo de passar por todos esses processos antes de iniciar o job. Escolha os que achar mais convenientes pra cada caso.

Sabe algum método ou ferramenta que não foi citado? Compartilhe e eu atualizo o post com os créditos.

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Ambigrama

4 04 2009

Você já deve ter ouvido falar, mas nunca tentou se aprofundar no assunto né? Também não vou aprofundar muito. Isso eu deixo pra vocês e até passo alguns links. Depois, se alguém se aprofundar, por favor me mande um e-mail explicando tudo. Hehehe.

“Ambi” vem de ambíguo e “grama” de escrita. Isso já reflete mais ou menos o que quer dizer ambigrama. Basicamente é uma representação gráfica de uma palavra que pode ser lida de outros ângulos além do convencional. Uma palavra quando rotacionada mantém o mesmo significado e significante (como a marca do Aerosmith) ou até mesmo uma palavra que pode mudar quando vista por um outro ângulo (Se do modo convencional eu leio Deus e quando viro leio Diabo). Vista por um outro ângulo não quer dizer que a imagem deva ser rotacionada, quando digo isso quero dizer “observar de outra maneira”.

Depois do livro “Anjos e Demônios” de Dan Brown, os ambigramas ficaram mais populares. O artista que fez os ambigramas do livro se chama John Langdon (site do artista). Ele também fez a marca do Aerosmith, um dos mais famosos ambigramas (que até pouco tempo eu nunca tinha percebido que era um ambigrama). Olha o trabalho dele que vocês vão entender melhor tudo isso.

jhgjgh

earth, air, fire, water / earth, air, fire, water

jamesjoyceJames Joyce

aerosmith-logoAerosmith / Aerosmith

artescience

Art & Science / Philosophy

Ele é bom né? Alguns não é tão fácil perceber, mas é só se esforçar um pouquinho.

E pra finalizar um exemplo de marca do nosso cotidiano (pelo menos do cotidiano das criancinhas) que usou o ambigrama:

danup

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BrainSessions: Rosana Hermann – Agilidade Mental

30 03 2009

E ai galera,
voltando hoje com o blog e vou logo postar uma coisa útil. Sei que a maioria aqui deve visitar o Brainstorm#9, mas nem todo mundo tem um tempo para ver os vídeos grandes e deixa bom conteúdo passar batido. Pra reforçar eu resolvi postar o último BrainSessions aqui. É uma palestra da Rosana Hermann com o tema Agilidade Mental. Eu achei muito interessante e acho que vocês vão gostar também. Não consegui botar embed de novo. To começando a me achar burro. Não deixa de clicar no link, vale a pena.

Veja o vídeo aqui

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O médio não é ótimo

23 03 2009

Uma palestra interessante sobre um sistema de publicidade na internet. O sistema em si eu achei menos importante do que o pensamento sobre segmentação e individualização.

http://www.vimeo.com/3789828

obs: não consegui botar direto no blog, mas vale a pena clicar no link.





Análise rápida das redes sociais

19 03 2009

Orkut:

No Brasil, Orkut é sinônimo de rede social. É o site mais visitado do país (mais que o Google) e passou a fazer parte das tarefas diárias do internauta brasileiro. Segundo o IBOPE Net/Ratings, 71,5% dos usuários residenciais ativos acessaram o site de relacionamento em janeiro de 2009. A maioria da Orkut é composta por brasileiros, sendo que o site perde para outras mídias sociais no resto do mundo (ele é o 21º colocado na lista das redes sociais mais acessadas).

Ultimamente a navegação no Orkut está diminuindo. Talvez isso se deva às opções de privacidade e à possibilidade de responder um scrap a partir do seu próprio profile. Além disso o boom do Orkut já passou, o que faz com que os usuários que foram apenas experimentar a ferramenta social abandonem os seus perfis.

A maioria das comunidades do Orkut são usadas como instrumento de exibição de personalidade ou preferências do usuário. Sendo assim, são poucos que participam ativamente das comunidades que fazem parte. Comunidades de time de futebol, tutoriais, indicação de links e de pequenos grupos de amigos, possuem grande participação útil. Comunidades como “eu odeio acordar cedo”, “eu amo minha namorada” e “queria sorvete, mas era feijão” não possuem posts com muitas respostas que abordam o tema (tirando alguns joguinhos).

Para a publicidade, o Orkut permite uso de imagens em scraps (festas aproveitam muito isso para a divulgação), criação de comunidades da marca, criação de um perfil da marca e claro, é uma excelente ferramenta de pesquisa sobre o consumidor (pretendo fazer um post sobre isso futuramente). O Orkut liberou em 2008 os aplicativos. Um dos grandes sucessos é o BuddyPoke, onde você cria seu avatar e interage com seus amigos. Algumas marcas já começaram a usar os aplicativos como meio de interação com os consumidores. Para saber mais sobre os aplicativos, recomendo que você veja quais são os aplicativos disponíveis pelo próprio Orkut. Você vai ver que da pra fazer de tudo.

Twitter

É o mais famoso site de micro-blogging. A partir da pergunta “What are you doing?” você pode escrever alguma coisa com 140 caracteres. Essa pergunta não reflete o uso do twitter. Muita gente usa como um meio de interação com outros usuários (não é a melhor ferramenta para conversar, mas quebra um galho) e a maioria dos bons twitteiros (os que EU acho bons twitteiros) usam como meio de informação (postam links, notícias, cobertura ao vivo de eventos…). Alguns realmente utilizam para falar o que estão fazendo, mas a verdade é que tirando o caso de celebridades, ninguém quer saber se você vai ao banheiro ou se queimou o misto-quente.

É difícil definir exatamente os rumos do twitter por se tratar de um sistema que ainda está em grande fase de crescimento (70% dos usuários aderiram em 2008, fazendo com que o site tenha o maior crescimento das redes sociais. Passou de 22º colocado para 3º.). É só lembrar como era o Orkut antes (quando estava no auge do crescimento) e como é o orkut hoje (com o número de usuários caminhando para a estabilidade), várias coisas mudaram. Várias contas estão sendo criadas apenas apenas para teste, como o usuário não acha nada interessante logo de cara acaba abandonando (9% dos usuários não segue ninguém). Ao contrário do Orkut, o twitter não é nada dominado por brasileiros. 40% dos usuários são estadunidenses, dos outros 60% apenas 7% são brasileiros (4,2% do total).

O tráfego do site é maior durante os dias úteis (o horário de pico é a tarde), sendo que a interação em dias úteis chega a ser 50% maior que em fins de semana.

É interessante ver o grande grau de confiabilidade dos usuários nos links enviados. A maioria dos links são de url’s reduzidas (tiny url) já que quem posta muito não utiliza o site para isso, e sim aplicativos como o twitterfox que reduzem automaticamente a url.

O twitter ainda não tem um número de usuários no Brasil que se compare ao Orkut, porém grande parte (não estou dizendo que é a maioria) dos usuários são donos de blogs, o que os torna possíveis formadores de opinião. A possibilidade de replicação de informação no twitter é grande, o que o torna uma ferramenta interessante para a publicidade. Várias marcas estão utilizando a ferramenta como forma de estreitar o relacionamento com o consumidor. Alguns jornais possuem perfis no twitter onde postam as notícias. No caso do twitter é importante estar atento não só a quantas pessoas estão te seguindo, mas a quem está te seguindo.

Os dados foram encontrados aqui: http://www.bluebus.com.br/show/1/88866/70_dos_usuarios_do_twitter_aderiram_em_2008_5_a_10_mil_novos_por_dia

Facebook

É a rede social mais utilizada no mundo. Passou recentemente o MySpace e tende a manter a posição. Funciona mais ou menos como um Orkut, mas com algumas peculiaridades.

Contrariando o resto do mundo, os internautas brasileiros não se renderam ao site. Continuaram com o Orkut e provavelmente vão continuar por um bom tempo. O Facebook tem algo em torno de 500 mil brasileiros, o que não chega nem perto dos milhões de usuários da “rede social brasileira” (praticamente brasileira). Além disso, uma grande parte desses 500 mil não utiliza o sistema com tanta freqüência quanto os utilizadores do Orkut. O Facebook não pega no Brasil tão cedo. Isso por não apresentar nenhum diferencial relevante em relação ao seu concorrente (ainda mais depois da liberação de aplicativos por parte do Orkut) e ainda possuir uma interface que muitos consideram complicada, mas talvez o motivo mais importante seja: já que todos os meus amigos usam Orkut o que eu vou fazer no Facebook?

O sistema já foi utilizado em várias campanhas publicitárias, sendo que algumas ficaram muito famosas como as do Burger King. Vá até o Google e pesquise algumas campanhas. A exploração publicitária do Facebook é, por enquanto, muito maior do que a do Orkut.

MySpace

Perdeu a pouco tempo a posição de rede social mais utilizada para o Facebook, passando a ficar com o segundo lugar. O site mistura blog, compartilhamento de fotos, vídeos e música.

Ultimamente o MySpace está muito ligado ao mundo da música. Várias grandes bandas possuem o seu espaço no MySpace e várias bandas estão se lançando pelo site. Para comprovar a relação do site com a música é só você pesquisar as principais bandas locais de sua cidade e vai ver que a várias vão ter um MySpace para a divulgação do trabalho

Hi5

É o “Orkut de Portugal”.

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obs¹: é interessante percebermos que no geral temos verdadeiros amigos no msn, verdadeiros amigos e conhecidos no orkut e qualquer coisa no twitter.

obs²: talvez a análise não tenha sido assim tão rápida, mas vale a pena dar uma lida.

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Realidade Aumentada

17 03 2009

A realidade aumentada pode ser rapidamente definida como a junção de um ambiente real com um ambiente virtual, onde o real é o predominante (no caso do virtual predominante podemos chamar de “virtualidade aumentada”). É (basicamente) um ambiente real com adições virtuais.

A realidade aumentada vem sendo usada para jogos, simulações, treinamentos e ultimamente na publicidade. Já foi apontada como uma das tendências para os próximos anos da publicidade. No exterior já possuímos vários exemplos, mas na publicidade brasileira conheço apenas o da skol sensation, feito pela F/Nazca

Por enquanto, uma grande parte das peças que se utilizam dessa tecnologia parece mostrar a tecnologia como o principal no lugar da idéia. Em alguns anos a realidade aumentada, provavelmente, vai virar apenas mais um recurso. Essa tecnologia permite uma grande interação entre o consumidor e a marca.

Olhe alguns exemplos:

para saber mais:

A Realidade Aumentada na publicidade – Brainstorm#9

Realidade Aumentada.com.br

Realidade Aumentada – Wikipedia

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As vantagens de um job estranho

14 03 2009

Já faz um tempo (não tanto tempo), em uma matéria pra faculdade que ensinava técnicas de apresentação (focado para os atendimentos), a professora nos passou um trabalho final: cada aluno deveria elaborar uma apresentação de 4 minutos sobre um tema determinado por ela. Ela escolheu alguns temas como Tóquio, Post-it, sexo e outros, sendo que alguns ficavam com o mesmo tema. Eu, que não sou lá muito pontual, não consegui acordar a tempo para a aula em que os temas eram distribuídos, por isso recebi meu tema na aula seguinte, com indicação de alguns alunos. O tema escolhido pela professora pra minha apresentação (porque um certo “colega” o sugeriu ao fundo) foi fitoplâncton.

Eu, diferentemente dos outros alunos, não tinha nenhuma história legal pra contar sobre o meu tema e pior, eu nem sabia direito o que era meu tema. Pesquisei um pouco, descobri alguns detalhes sobre o tema e finalmente percebi que, apesar de algumas desvantagens, pegar um tema tão pouco explorado anteriormente poderia me trazer também várias vantagens. Fiz minha apresentação sobre isso, usando o fitoplâncton como uma metáfora para todos os jobs de produtos estranhos que alguém possa vir a receber. As vantagens que eu percebi são as seguintes:

Múltiplos conhecimentos

Não poderia deixar de citar aquela velha história: Uma das belezas da publicidade está no amplo conhecimento que se pode adquirir. A cada job você aprende algo sobre um novo tema. Quando os Jobs são sempre iguais o conhecimento tende a diminuir. Essa vantagem pode ser meio romântica, mas não deixa de ser verdade.

Desconstrução facilitada do seu pensamento

Para realizar um trabalho diferente sobre determinado tema você, na maioria das vezes, precisa desconstruir o seu pensamento sobre o tema. A coisa é mais ou menos assim: Você recebeu um job de um comercial de cerveja. A primeira coisa que vem à cabeça é, provavelmente, fazer um filme com modelos gostosas na praia e uma cerveja suando. Você, para fugir do comum, resolve eliminar esse pensamento e inicia uma desconstrução a respeito do que você pensa sobre “cerveja”. Agora, com o tema desconstruído na sua mente, você pode reconstruí-lo de infinitas maneiras, sem preconceitos (pré-conceitos). Quando você pega um “job fitoplâncton”, você não tem muitos pensamentos sobre o tema, o que torna a desconstrução mais fácil.

Desconstrução facilitada do pensamento do consumidor

A não ser que você queira aproveitar o que seu consumidor pensa sobre o seu produto, você precisa desconstruir o pensamento do seu consumidor. Por exemplo: Se o meu tema fosse “sexo” eu ia ter uma grande dificuldade pela frente. Todos possuem opinião sobre sexo, baseado no que os outros dizem ou nas experiências pessoais. Essas opiniões divergem muito. Alguns pensam em algo sagrado, outros em algo profano, alguns tem trauma, outros boas lembranças… O fato é que pode ser mais difícil você vender uma idéia sobre sexo quando todos já tem opinião formada. Um outro exemplo, mais ligado à publicidade: quando a Assolan entrou no mercado, precisou desconstruir o pensamento do consumidor sobre “palha de aço”. Quando se falava “palha de aço” (ninguém falava isso) o pensamento era Bombril. Entrar num mercado em que o concorrente é sinônimo do segmento é MUITO complicado. Parabéns para a Assolan.

Quando você pega um job fitoplâncton você tem uma facilidade maior de argumentar frente ao consumidor. Além disso, qualquer coisa que você fale sobre um fitoplâncton vai ser a melhor coisa que o consumidor já ouviu.

Variedade de possibilidades

Imagine que nossas idéias sejam divididas em infinitos níveis. No primeiro nível encontramos o comum, idéias instantâneas, as famosas “primeiras idéias”. No segundo nível, as idéias são um pouco mais elaboradas e diferentes, e assim a elaboração das idéias crescem de nível em nível. Quanto maior o nível, mais trabalho você tem para alcançar. Voltando ao exemplo da cerveja: a cerveja é um tema que já foi muito explorado, e se você pesquisar vai ver que as idéias que estão presentes nos primeiros níveis já foram exploradas, o que faz com que você tenha que ir para níveis mais longes do primeiro nível, o da “primeira idéia”. Outro problema é que algumas idéias mudam de nível. Suponha que antigamente as propagandas de cerveja não abordavam a praia e mulheres gostosas, essa era uma idéia de um nível alto, mas alguém começou com isso e vários foram seguindo. Hoje a idéia de praia e mulheres gostosas para propaganda de cerveja caiu para o primeiro nível, passou a fazer parte da “primeira idéia”. No caso do “job fitoplâncton”, as idéias dos primeiros níveis ainda não foram abordadas, já que o produto ainda não foi muito abordado.

A apresentação não ficou tão boa. Não consegui falar tudo o que eu queria em quatro minutos e dei uma grande resumida. Mas pra mim ficou a lição:

Apesar do “job fitoplâncton” exigir uma grande pesquisa (na teoria qualquer job exige, mas na prática…) para você saber do que está falando, você fará mais facilmente uma coisa fora do comum.

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HDR – High Dynamic Range

12 03 2009

Assim como acontece com outras técnicas, o conceito de HDR é muito deturpado pela internet. A maioria das pessoas (que já ouviram falar em HDR) acha que HDR é aquele efeito que deixa a foto com um tom fantástico, surreal, sombrio ou seja lá o que for aquilo, mas na verdade o HDR tem outras funções além dessa.

Antes de tudo é preciso deixar claro que essa técnica não é uma exclusividade da fotografia, mas escolhi para esse post focar exclusivamente a fotografia.

O HDR foi criado para deixar a imagem mais próxima do real, possibilitando que se tenha maior controle das exposições. Os sensores fotográficos trabalham em LDR (Low Dynamic Range), o que pode ser um problema dependendo da intenção do fotógrafo, já que em zonas de muito contraste algumas informações podem ser perdidas. Para não alongar muito a conversa, vou dar um exemplo que vi em vários sites durante a minha busca e que facilita o entendimento (não sei qual a fonte original, mas o exemplo não é meu. Se você é o dono comente.): Quando queremos fotografar uma janela de um quarto de dia temos um problema. Se aumentamos a exposição podemos ver o que está dentro do quarto, mas a janela ficará superexposta, causando um estouro e impossibilitando que as informações sejam vistas. Se diminuímos o tempo de exposição podemos ver o que está do lado de fora da janela, mas a parte interna do quarto fica subexposta, deixando-a escura. Com o HDR é possível mesclar várias fotos com exposições diferentes e buscar um equilíbrio, que pode se aproximar do real. Assim, podemos ver as coisas que estão dentro do quarto e do que está fora do quarto.

A coisa funciona mais ou menos assim: Você pega sua câmera, tira 3 fotos na mesma posição com exposições diferentes, mescla as imagens em um programa especializado em HDR (pode ser no photoshop também), faz os ajustes necessários e pronto. Você tem sua foto em HDR, que se aproxima do real. Seria ótimo se fosse tão simples assim, mas não é. O problema é que muitas vezes não temos como tirar a foto em 3 exposições diferentes em uma mesma posição. Seja por causa dos recursos da câmera, da falta de tripé, e até mesmo, por causa do objeto fotografado, que por algum motivo saiu da posição original (folhas onde batem o vento, animais…). Por isso algumas pessoas simulam o efeito partindo de um arquivo de imagem RAW, onde a imagem não é comprimida como no JPG e se tem um maior controle dos níveis de iluminação. Se você procurar na internet vai ver até gente que simulou o efeito a partir de um JPG normal.

O HDR é ótimo para tornar a imagem mais real, mas também possui seu lado artístico (alguns falam que não se deve chamar o efeito artístico de HDR). Usando essa técnica é possível se conseguir imagens incríveis como os exemplos abaixo:

hdr1

hdr2

hdr3

hdr4

hdr5

mais exemplos

Estou longe de ser profissional em HDR, por isso recomendo que vocês continuem pesquisando e buscando mais informações. A intenção deste post foi de apenas dar uma base para que vocês possam realizar mais pesquisas sobre essa técnica. Recomendo alguns lugares para se obter mais informações sobre o HDR:

- Comunidade sobre HDR no Orkut (muito útil. Com muita gente disposta a ajudar) http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=14072681

- Diferença do comum para o HDR http://blog.tiagocardoso.eu/photos/geophotography/2008/05/05/hdr-photos-whats-the-difference/

- Tutorial pra quem não tem tripé, nem câmera que tire fotografia em RAW (muitos vão ser contra eu indicar este tutorial, já que é o modo mais simples possível.)

http://www.casemodbr.com/FORUM/tutorial-hdr-t44345.html

Busque mais tutoriais (você vai ver que existem diversos modos de se obter o efeito), busque no Google imagens (provavelmente você só verá o “HDR artístico”, mas eu acho muito legal) e procure ler o tópico de ajuda da comunidade do Orkut. Você vai aprender muito mais do que lendo este post.

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Publicidade corajosa, mas responsável

9 03 2009

Em alguns momentos é preciso arriscar para fazer grandes campanhas, mas claro, arriscar com responsabilidade. Mente quem mostra números provando o resultado de campanhas que ainda não aconteceram. Você pode calcular os riscos, fazer tudo pra ficar legal, pensar em mil ações e no final o que resta é um “acho que vai dar certo” (me desculpem aqueles que falam “você não tem que achar, o cliente quer certeza!”). Algumas estratégias fogem do seu controle. Para quem não se lembra vai aí o vídeo da Sony Ericsson no BBB 8.

Explicando pra quem ta sem saco de ver o vídeo: A Sony Ericsson e a Vivo resolveram patrocinar uma das provas do líder do Big Brother Brasil 8. Os participantes começam a falar da Vivo, pedem mais créditos e pedem também um iPhone. “Muito bonito o iPhone” e blablabla. Quando eles percebem que é a Sony Ericsson que está patrocinando a prova eles tentam consertar, mas já era tarde de mais. Se a estratégia foi irresponsável ou não eu não sei (ainda não me julgo com experiência suficiente pra dizer), mas o exemplo prova que o risco sempre existe.

Com a chegada das mídias sociais, o risco é ainda maior. Milhares de pessoas falando sobre o produto do seu cliente. Algumas falam bem, outras certamente falam mal, mas o problema é: imagine que um blogueiro de um blog super influente resolva falar mal do seu produto. Isso certamente vai gerar um impacto a curto prazo, que dependendo da credibilidade do blogueiro e da sua marca pode ser definitivo ou não. Para trabalhar com mídias sociais você precisa garantir o seu produto e saber o que está fazendo. Não aproveitar as mídias sociais é um grande desperdício e também um grande risco. Nelas você pode perceber o que está errado com o produto do seu anunciante, se ele tem fãs, se os consumidores tem uma visão errada e muitas outras coisas. Perdi o foco do post, mas tive vontade de falar isso.

A verdade é que eu falei isso tudo apenas para parabenizar a agência Africa. Apostou na volta de Ronaldo e fez um comercial pra Brahma. Passou antes do clássico (Corinthians x Palmeiras) e deu a sorte de ele marcar um gol. Ta certo que apesar de todos os escândalos o Ronaldo ainda tem a simpatia da maioria das pessoas, e que é difícil que uma propaganda com ele tenha efeito inverso, mas imagine se ele não conseguisse se recuperar e fosse para o fundo do poço. Imaginou? Agora imagine quanto a Brahma pagou para ter ele no comercial. O efeito poderia não ser negativo, mas poderia trazer um retorno muito menor do que merecia o investimento.

Parabéns pra Africa que teve coragem e apostou bem.

Acho que esses exemplos mostram bem que em alguns momentos é preciso arriscar, mas sempre com responsabilidade.


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